Offline
https://public-rf-upload.minhawebradio.net/251033/slider/12d6b0fd918e8cbaf6245aadea7764d2.jpg
https://public-rf-upload.minhawebradio.net/251033/slider/fb392ac8321d5c036c4ffa80c30d69ca.jpg
https://public-rf-upload.minhawebradio.net/251033/slider/913d3cbf2cc1ac99421c6a415725ffa3.jpg
https://public-rf-upload.minhawebradio.net/251033/slider/d8b71fc6ffeb9b2264dc9a25f6343308.jpg
https://public-rf-upload.minhawebradio.net/251033/slider/f153db008509a8f1e4fa24f9ba4c19ab.jpg
https://public-rf-upload.minhawebradio.net/251033/slider/bb0d598b5c9fa3130f0b1ed4aa54dc1b.jpg
https://public-rf-upload.minhawebradio.net/251033/slider/c04bbb4511fef6bf363b7fb9ea178f33.jpg
https://public-rf-upload.minhawebradio.net/251033/slider/894afea487ded39bf48243c4b9f6bb4b.jpg
https://public-rf-upload.minhawebradio.net/251033/slider/2a52425dcc768d8dc199ec16deb032da.jpg
https://public-rf-upload.minhawebradio.net/251033/slider/47ecdb3a8938b5fb699cdf8b290a620e.jpg
https://public-rf-upload.minhawebradio.net/251033/slider/a3a5a78c4d63e6e72a68dc9b3ebc25e2.jpg
https://public-rf-upload.minhawebradio.net/251033/slider/0fcca07f2e1d91316d4ec3dc9523be8d.jpg
https://public-rf-upload.minhawebradio.net/251033/slider/288d41dfb2db55aeeca95c890f94a900.jpg
https://public-rf-upload.minhawebradio.net/251033/slider/d805d32962bc0b6fa18d562246818005.jpg
https://public-rf-upload.minhawebradio.net/251033/slider/422e67a5874a53b96377770eafb548fa.jpg
Número de professores temporários no Brasil é maior que na OCDE
Dados são de pesquisa internacional de ensino e aprendizagem
Agência Brasil - Por Mariana Tokarnia
Publicado em 07/10/2025 08:35
IMPORTANTE LEMBRAR
© José Cruz/Agência Brasil

No Brasil, aproximadamente dois a cada três professores têm contratos permanentes nas escolas onde trabalham. Os demais estão em cargos substitutos ou temporários que, por vezes, têm duração de menos de 1 ano. Os dados são da Pesquisa Internacional sobre Ensino e Aprendizagem 2024 (Talis), divulgada nesta segunda-feira (6) pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

A pesquisa, feita a partir de entrevistas com professores e diretores, principalmente dos anos finais do ensino fundamental, do 6º ao 9º ano, compara a educação em 53 países.

De acordo com os resultados, enquanto no Brasil 64% dos professores têm contratos permanentes nas escolas onde trabalham, entre os países da OCDE a média é superior, com 81% dos docentes com contratos permanentes. No Brasil, a porcentagem desse tipo de contrato inclusive caiu 16 pontos percentuais em 2024, em relação à última pesquisa, de 2018.

Segundo o estudo, contratos permanentes dão mais segurança aos professores e, consequentemente, têm impacto no ensino. 

“Como a maior parte dos funcionários, a maioria dos professores busca estabilidade no emprego. Um componente importante da segurança no emprego dos professores é a sua modalidade de contrato. Os contratos permanentes não têm duração limitada, enquanto os contratos por prazo determinado têm duração específica. O emprego temporário envolve algum grau de insegurança e imprevisibilidade, o que pode causar tensão e impedir que alguns funcionários funcionem de forma ideal em seu ambiente de trabalho”, aponta a pesquisa.

Entre os países com dados disponíveis, o Brasil aparece como o quinto pior no ranking, superando apenas Xangai, na China, com 33% dos professores das escolas com contratos permanentes; Emirados Árabes Unidos (34%), Bahrein (55%) e Costa Rica (56%). Na outra ponta, estão Dinamarca, Letônia e França, com porcentagens de contratos permanentes próximos a 100%.

Condições de trabalho

A pesquisa mostra que, no Brasil, menos de um a cada quatro professores, 22%, estão satisfeitos com o salário que recebem. Essa porcentagem aumentou quatro pontos percentuais desde 2018. A parcela, no entanto, ainda é inferior à média da OCDE, que é de 39% dos professores satisfeitos com o que recebem.

Em relação ao salário, o Brasil aparece no quinto pior lugar do ranking entre os países com esse dado disponível. Na frente de Malta, em último lugar, com menos de 10% dos professores satisfeitos, Portugal, Islândia e Turquia.

Levando em consideração outros aspectos do contrato, como benefícios, carga horária, entre outros, o Brasil também aparece na parte inferior do ranking, com o terceiro pior lugar, caindo de 52% dos professores satisfeitos em 2018 para 44% satisfeitos com as condições de trabalho. A média da OCDE é de 68%.

Nesse aspecto, o relatório mostra que enquanto na Áustria, Bulgária, Colômbia, República Checa, Letônia, Polônia, Romênia, República Eslovaca e Uzbequistão pelo menos 80% dos professores estão satisfeitos com as suas condições de trabalho (excluindo salários), menos de 40% relatam o mesmo no Japão e em Portugal, únicos países superados pelo Brasil.

“A remuneração desempenha um papel importante na atração e retenção de professores, garantindo que seu trabalho seja financeiramente sustentável e competitivo com outras profissões”, explica a pesquisa Talis.

A Talis foi feita no Brasil pela quarta vez, entre os meses de junho e julho de 2024. Os estudos foram conduzidos pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), com a colaboração das secretarias de Educação das 27 Unidades Federativas.

Fonte: Agência Brasil
Esta notícia foi publicada respeitando as políticas de reprodução da Agência Brasil.
Comentários